quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Espero que me entenda


Salve, salve galerinha! Faz tempo que não apareço, então aí vai um texto da minha autoria!
Não deixem de comentar, a opinião de vocês é muito importante pra mim!
Até!

Espero que me entenda
Autor(a): Lorena D. de Mendonça

Ele olhou nos meus olhos e disse: “não vou fazer mais isso.”
Ele olhou nos meus olhos e disse: não sou de me apaixonar fácil, mas estou sentindo algo bom entre nós.”
Ele olhou nos meus olhos e disse: “Eu estou esperando por outra garota.”
Ele olhou nos meus olhos e disse: “Não quero me envolver em um relacionamento.”
Ele olhou nos meus olhos e disse: “Desculpe, não consigo olhar para eles.”

Hey cara, tudo bem, todo mundo tem problemas
Mas porque fazer de mim sua válvula de escape?
Eu tenho um coração e ele sente
Sente todo o egoísmo, todo seu egoísmo.
Depois de se aproveitar dos meus beijos
Dos meus carinhos e meus abraços
Eu sou obrigada a ouvir no final: “Desculpe, espero que me entenda...”

E eu, quem irá entender?
Quem irá entender as lágrimas que eu derramei?
Quem irá entender meu coração partido?
Quem irá?

Por que, hey cara, eu tenho um coração
Ele bombeia não só o sangue
Ele bombeia sentimentos
Ele bombeia minha alma

Porque sempre as segundas intenções vêm na frente das primeiras?
Oh, eu e meu estúpido e frágil coração
Em um mundo como esse, como eu ainda me atrevo a acreditar?
E sempre depois de tudo sou obrigada a ouvir: “Desculpe, espero que me entenda.”

E eu, quem irá entender?
Quem irá entender as lágrimas que eu derramei?
Quem irá entender meu coração partido?
Quem irá?

Desculpe, espero que me entenda.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Momento Cultura!

Vagando pela nossa linda e querida internet, estava assistindo as apresentações nacionais do Rock in Rio, e não poderia deixar de lembrar de postar aqui nosso querido compositor e cantor, Frejat, na apresentação solo. Fantástico!



(Tais Cruz)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Momento Cultura!

O que fazer nesta quinta fria? Que tal relembrar um som bom? Passando pra deixar um boa noite especial pra vocês que são pessoas de mente aberta, pessoas que buscam enriquecer a cultura, eis aqui - Lulu Santos interpretando a música de Roberto Carlos em uma produção muito interessante da música "Como é grande o meu amor por você". 



(Tais Cruz)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Momento Cultura!

Daí você acorda cedo na quarta-feira chuvosa e fria e lembra que tem o trabalho á sua espera... vamos animar então, vou acompanhar mais ou menos minha playlist de hoje, e colocar um UP nesse dia preguiçoso com Paramore! 



(Tais Cruz)

sábado, 22 de junho de 2013

E agora Esquerda?

Nas últimas semanas uma série de manifestações tomaram as cidades do país, reivindicando a diminuição das passagens de trem, ônibus e metrô, impulsionadas pelo MPL (Movimento Passe Livre), um coletivo autônomo e apartidário que a quase 10 anos luta pelas questões relacionados ao transporte público coletivo e tem como foco de reivindicação o passe livre, ou seja, a gratuidade no uso destes meios de transporte para todos.

Muitos setores da esquerda aderiram a luta do MPL e foram as ruas protestar e posicionar contra o aumento das passagens em várias cidades do país, protestos estes marcados pela ação direta e desobediência civil, que a mídia tradiconal convenientemente chamou de baderna e vandalismo, com a clara intenção de desmobilizar e desmoralizar o movimento, fazendo com que o cidadão médio se indignasse contra as manifestações.

Mas o tiro saiu pela culatra quando o Governador do Estado de São Paulo equivocadamente ordenou ao aparelho de repressão do Estado, a Polícia Militar, que endurecesse contra os manifestantes no ato da quinta-feira dia 13 de junho. A violência da ação policial contra a classe média que estava nas ruas gerou um clima de indignação na população e fez com que ao invés do movimento diminuir, ele aumentasse espantosamente e na segunda-feira dia 16 de junho cerca de 100 mil pessoas saíram as ruas não motivadas pela pauta em questão, mas sim indignadas por causa da ação da PM, e a partir daí introduzindo outras pautas que não faziam parte do movimento.

Ao ver toda aquela gente na rua, obviamente que todos aqueles envolvidos nas manifestações desde o começo, se empolgaram, vendo a oportunidade de uma adesão real as pautas políticas propostas pela esquerda que havia articulado tudo aquilo, esquerda esta que inclui MOVIMENTOS SOCIAIS, PARTIDOS POLÍTICOS, COLETIVOS, PESSOAS AUTÔNOMAS e claro, o próprio MPL que era o disparador e articulador de tudo.

Mas a empolgação logo se transformou em frustração, quando ao invés de termos pessoas engajadas na pauta em questão, o transporte público, o slogan: “Não é só pelos 20 centavos, é por direitos” e a ação policial da última semana, fez com que pessoas dos mais variados tipos, orientação e desorientação política se juntassem a manifestação querendo ser ouvidas, mas agindo de forma contraria ao que estava acontecendo no movimento desde o começo. Estes novos “manifestantes” protestavam criminalizando a ação dos assim chamados vândalos, mostrando que o discurso midiático havia funcionado, posando em fotos ao lado da PM, dizendo que a luta era de todos, conclamando a não violência e a paz nas ruas. Vestindo branco ou enrolados na bandeira do Brasil, os novos caras pintadas entoavam o hino nacional e canções que somente torcedores da seleção brasileira cantariam (quem gosta de futebol de verdade sabe do que eu estou falando).

A princípio isto causou náusea naqueles que estavam construindo o movimento desde as primeiras semanas e esta náusea criou uma avaliação equivocada e um discurso anti-coxinha nas manifestações, juntamente com um sentimento de que “os verdadeiros” estavam perdendo espaço para aquilo que eles sempre lutaram contra, dentro do movimento que eles mesmo criaram. Várias mensagens foram postadas nas redes sociais, radicalizando contra os coxinhas e a chamada “direita” que estava dominando as manifestações, tentando fazer com que eles se adequassem ao modelo e pauta proposta, ao invés de desvirtuar o movimento com um ufanismo nacionalista e um discurso político moralista.

O erro ao meu ver foram dois, e admito ter caído neste erro analítico também.
O primeiro foi esquecer que o cidadão médio, aquele que não é envolvido com política, não tem cultura política e só se preocupa com o tema em época de eleição, tende sempre para as ideias mais a DIREITA, justamente por estas apresentarem soluções mais imediatas e fáceis, carregadas de uma carga moral, que não questiona em nenhum momento o establishment, ou seja, não tira a ordem burguesa da sua ordem. Não questiona o Estado por ser Estado, mas sim os políticos enquanto indivíduos, e não coloca em cheque o modelo democrático vigente, mesmo não se sentindo representado dentro dele. Os professores de história podem afirma isto melhor do que eu, quando pensamos na instauração das ditaduras no século passado, dos Fascismos, Nazismo, Comunismo Soviético até chegarmos as ditaduras capitalistas na América Latina, em todos os casos o povo as legitimou em um primeiro momento. Desde então, uma sucessão de manifestações ocorreu e cada vez mais os grupos se polarizaram neste sentido, a medida em que as pessoas aderiam mais, a mídia começou a apoiar os atos (mas sem vandalismo), e a polarização entre um lado radical de esquerda e a turma da micareta foi ficando mais evidente.

O segundo erro foi realmente achar que aquelas pessoas em clima de “O gigante acordou” eram realmente de direita quando na maioria dos casos, eles nem sabiam exatamente o que estavam fazendo, era só mais uma comemoração da Copa envolvida em um discurso pseudo-político de quem nunca fez política na vida. Eram pessoas normais que nem sabem a diferença entre direita e esquerda, entre democracia e totalitarismo ou qualquer coisa do tipo. Eram pessoas que precisam ser educadas e não rechaçadas! Mas não entendemos desta forma e acirramos o discurso contra eles, os coxinhas de direita.

Isto deu margem para que a direita real, organizada e muito, mas muito bem disfarçada se infiltrasse no movimento, capturando-o ideologicamente e sutilmente colocando suas pautas que aparentemente são democráticas, mas cujos efeitos são imprevisíveis. #ForaDilma #Contraacorrupção #Sempartido e por aí vai. O cidadão médio não se pergunta: “E depois?” Mas nós devemos nos perguntar e ajudá-los a entender.

Fora Dilma! Mas quem colocaremos no lugar em uma democracia, já que não vamos derrubar o Estado? Legalmente assume o Michel Temer, o que vocês acham? A direita organizada já começa a falar de junta militar...medo!

Contra a corrupção! Muito bem, que tipo de pauta política é essa? Em sã consciência quem é a favor da corrupção? E o efeito disso é: como acabar com a corrupção? A direita organizada já começa a falar em junta militar no governo para higienizar a política....medo!

Perseguição aos partidos políticos e movimentos sociais engajados na luta. Pois é, confundiram apartidarismo com repulsa aos partidos, mas para o bem e para o mal vivemos em uma democracia e democracia precisa de partidos políticos. E tanto os partidos, quanto os movimentos sociais, estão nesta luta desde o começo e por mais que eu discorde ideologicamente de muitos deles, dentro de uma democracia, a existência deles é fundamental. Unipartidarismo é ditadura, ou seja, mais uma vez a semente do pensamento de direita é plantada sem que percebamos.

Hoje, dia 20 de junho de 2013, li relatos na Internet de que haviam até neonazistas na avenida paulista incitando o povo contra anarquistas, partidos e movimentos de esquerda que lá estavam, e a massa com o seu comportamento de massa, obviamente aderindo à ideia de que os partidos são o verdadeiro câncer social que devemos eliminar.

E como a esquerda está agindo neste contexto?

A esquerda, seja ela partidária ou apartidária me parece perdida frente ao desafio de atuar ao lado das pessoas comuns que são facilmente influenciadas dada a falta de criticidade e de apuro político. Eu mesmo tive que conter alguns garotos anarquistas na avenida paulista que estavam tentando queimar a bandeira do Brasil de um casal que passeava tomando cerveja e explicar para estes garotos que o momento agora, me parece muito mais pedagógico do que bélico. Não devemos tentar lutar contra as pessoas, pois elas realmente não sabem do perigo que correm sendo manipuladas pos conservadores, nazistas e fascistas, devemos chamá-las para conversa e explicar os nossos pontos, objetivos e luta. Não devemos entender a bandeira do Brasil como um símbolo do nacionalismo ufanista, mas sim tentar explicar que neste momento precisamos abaixar as bandeiras nacionais, pois estas manifestações nada tem a ver com o “orgulho de ser brasileiro”, é sim uma crítica a forma como todos nós somos tratados neste país.
A esquerda precisa se organizar e se unir, ao invés de se separar por motivos ideológicos. Criar uma estratégia pedagógica para não deixar a direita dominar as manifestações e desviar as pautas de reivindicação. É um momento decisivo, antes deste movimento se esvair e todo o pensamento de direita que pouco a pouco vem crescendo sem que as pessoas percebam, acabe se tornado hegemônico e realmente perigoso para o país. É hora de estar lá, não de abandonar o barco e deixá-lo naufragar com um grito de ANAUÊ!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Momento Cultura!

Acho que todo mundo já ouviu falar de Sandy né? Mas ela não é mais aquela menininha infantil que a gente imagina, ela já tem 30 anos, é isso mesmo 30, e é uma ótima compositora dona de uma voz linda, sou suspeita porque fui em um show no ano passado e é maravilhoso. Pra começar bem a segunda vamos com a interpretação da música 'Hoje eu quero sair só' de Lenine. Vale a pena conferir o trabalho da moça! 



(Tais Cruz)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Momento cultura!

Tá chegando o dia dos namorados, que lindo, parabéns pra quem namora, e pra quem tá sozinho e feliz também - o importante é celebrar a vida, que tudo vem na hora certa, quando a gente menos espera. Hoje trago á vocês, uma praieira, que toca e canta incrivelmente bem, Colbie Caillat para os apaixonados de plantão - por amor, por um animal de estimação, pelo presente novo, pelo livro, pelo café - emfim, por todas as coisas boas da vida! 



Boa semana! 

(Tais Cruz)

Vida louca?



Achei bem interessante e queria compartilhar com vocês, louco né?

(Tais Cruz)

domingo, 9 de junho de 2013

As faces da amizade... amizade?!

No mundo de hoje anda tudo tão liberal, tudo pode, tudo é normal, que acaba faltando sensibilidade nas pessoas. Sempre tem uma ou outra situação a qual você não está legal, precisa (por mais que não queira) ficar sozinho com você, seu ego e sua situação, pra ver se coloca a “casa em pé” de novo, se refaz alguns valores perdidos e aí sempre tem aquele “bom amigo” que está lá pra tudo... até pra fazer você lembrar o tempo inteiro daquilo que você quer esquecer!
E ele fala, e pergunta e faz marcações indevidas no facebook em coisas, fotos e lugares que ao invés de fazer você se sentir revigorado, só te enterram, te afundam e te matam. Aí você tenta falar pro fulano, com seu jeito educado (afinal você ainda o tem, outra coisa rara), e ele não entende ou então devia prestar concurso pra ator da novela da globo, porquê se faz de tão tapado que o que você disse entrou por um lado (se é que entrou mesmo) e saiu pelo outro já faz tempo.
Aí você dá aquelas famosas indiretas via facebook e o infeliz ainda curte! Porra, fala sério, além de insensíveis estamos ficando burros?!
Devemos estar mesmo, porque a geração copia e cola anda mandando ver nas coisas por aí, sejam frases, fotografias, imagens e tudo acaba virando uma competição ridícula pra aquele serzinho insignificante que tenta de qualquer forma brilhar mais que o sol, mas ele esquece que não dá pé!
Atualmente eu ando fazendo questão de colocar meu nome nos meus textos e nas minhas fotografias, em tudo que é meu, porque é meu mesmo, saiu de mim, eu que escrevi, quero pelo menos um pouco de respeito dessa geração emburrecida para com o que faço, porque com toda modéstia que possuo, eu faço muito bem!
E se você leu até aqui e está se sentindo mal, achando que é pessoal e que o texto é pra você, é melhor parar pra pensar.
Amigo camaleão é outra coisa que desprezo. Ele está com você e é de um jeito, está com o beltrano e é de outro, com o fulano é de outro... ai a hora que junta os três, meu bem sai de baixo porquê nem Deus sabe o que vai virar tão desnorteada criatura! O mesmo acontece com aqueles que amam todos. Já cansei de dizer e ainda repito: quem ama todo mundo na verdade não ama ninguém!
Quem ama todo mundo está pedindo desesperadamente para ser amado, está perdido, confuso e doente.
Pra ficar pior que isso só existindo um caso o qual a pessoa é tudo isso e mais um pouco (o que eu não duvido nada que exista).
Pelo amor de Deus, sejamos autênticos! Tem gente que coloca tanta banca, mas na hora de fazer sai tanta merda que dá até vergonha, aquela vergonha alheia mesmo sabe?!
Eu posso falar, mas eu assumo minhas falas, eu não copio versos e não compito com ninguém. A minha casa pode estar bagunçada, mas é questão de tempo pra eu colocar ela em pé de novo e eu ando descobrindo que eu não só posso como devo fazer isso sozinha. Não quero opinião de onde vai o sofá ou o vaso de flores, a casa é minha e eu mando nela, eu decido sobre ela. E como já disse estar só é muito, muito diferente de solidão.
Solidão é algo que eu sei que não faz e nunca fará parte da minha vida, mas estar só, isso nunca. Eu tenho meus anjos da guarda, meus cuidadores e não preciso que sejam muitos. Preciso que sejam bons; e eu sei que são.
E se a carapuça servir, pode vestir! Mas veste com gosto mesmo pra ver se surte algum efeito!

Lorena Deloroso de Mendonça

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pertencer - Clarice Lispector

Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. 
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!
Clarice Lispector

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Momento Cultura!

Bom dia galera, que tal começar a semana com uma vibe um pouco diferente? Eu particularmente gosto de algumas pessoas que trazem a tona uma moda mais antiga, uma coisa mais retrô, e hoje apresento-lhes uma moça que tá fazendo um sucesso danado, Lana Del Rey, não lembro se já postei algo dela, mas emfim, a admiro pelo fato dela não ter que se mostrar requebrando até o chão como a gente vê por aqui coisas como "quadrado de 8" que eu ainda não entendi aonde está a "maravilha" toda. É isso aí, boa segunda pra todos nós, fiquem com "Blue Jeans"! 



(Tais Cruz)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sem título!



Sem ideia de titulo ou tema central que me faça seguir uma ordem de pensamento. A chuva não para de cair lá fora, o que trás milhões de pensamentos e ideias bagunçados dentro da minha mente, penso que há tantas pessoas com dificuldades reais e 'botando pra quebrar na vida', e a gente aqui, com nossas míseras preocupações egoístas achando que o mundo vai acabar se não conseguir ir "naquele show", se não "comprar aquele sapato novo", ou se não ver "o último capitulo da novela", e ai me pergunto quanta coisa banal? Não vou mentir aqui e dizer que sou melhor que todo mundo ou diferente de vocês, sem máscara de hipocrisia, também me pego nessas preocupações egoístas e tenho pena de todos nós.

Aquela pessoa na rua com frio, aquela pessoa que não enxerga, aquela pessoa encima de uma cama sem se movimentar, eles tem problemas e encontram motivos pra sorrir e seguir em frente, e nós aqui, se limitando com as bobagens que a própria mídia capitalista nos impõe, quem de nós hoje vive sem o celular? Eu não me imagino mais sem o celular, isso é fato precário, mas pense quantas pessoas vivem sem um prato de comida? Viu só?

Não tô dizendo pra todo mundo parar de comprar as coisas que gostam, jogar celular no lixo, quebrar a TV,  não é isso, só digo pra abrirmos os olhos pra não tornar essas coisas o motivo de nossa existência, pra não perdermos nossa essência apenas focados nesse sistema capitalista.

Sinta a vida, porque ela vai além do que vemos e do que podemos imaginar! 

(Tais Cruz)


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Redução da Maioridade Penal - Reduzir ou não?



E então você tá na sua comprando pão na padaria, esperando o ônibus chegar, indo buscar seu filho na escola ou sua esposa no trabalho quando de repente um estouro, um grito e uma queda. Você olha, seu parceiro, seu filho, seu amigo, ou seja lá quem for foi baleado, não dá tempo de salvar, você entra em desespero e aquele a quem você tanto ama morre, e quando você descobre quem matou é um menor de 16 anos.
O que você faria?
Prisão perpétua? Cadeira elétrica? Perdão? Redução da maioridade penal?
Esse é um assunto que gera também muita polêmica. Uns dizem que “aqui se faz, aqui se paga”, você não vai ter a pessoa que sem ter nada haver, morreu em seus braços.
Outros dizem que reduzir a maioridade penal não resolve, pois você precisa trabalhar em cima da causa para diminuir o índice de acontecimentos. 
E aí?
Você perdoa aquele que tirou tudo o que você tinha?
É gente, pimenta nos olhos dos outros é refresco né?!
Já tem aquele ditado que diz “uma pessoa só irá entender o que você está passando quando passar pela mesma situação”.
Quem aqui não se lembra do caso da garota Eloá, morta pelo namorado? Em seguida, se enchem de questões incluindo psicólogos que argumentarão que ele tinha “problemas mentais” e era do tipo “obsessivo compulsivo”, que não sabia o que estava fazendo.
Não sabia? Ou sabia e pouco importava?
Será mesmo que jovens de 16 anos não sabem o que fazem? Quando você tinha 16, você não sabia? E não falo só de menores com baixa infra-estrutura não, criados na favela ou no morro, pois são os primeiros a virem em nossa cabeça e aparecer na televisão.
Merece o perdão? Devemos acreditar no arrependimento dito depois que a tragédia já foi concebida?
Ou Será que devíamos mudar as regras para como o oriente, o qual a família ainda paga a bala para ver o “culpado” sendo morto?
Exterminação em massa?
Acho que no fim das contas só nos resta rezar, pra que Deus nos proteja, livre e salve dessas situações. Amém.

Lorena D. de Mendonça

Momento cultura!

Boa tarde pessoal, que tal voltar um pouquinho no tempo e ouvir um sucesso de uma grande cantora? Estamos falando de Alanis Morissete, dona de uma voz espetacular, onde no vídeo abaixo canta a famosa "Crazy" que nos passa uma mensagem interessante "Nós nunca vamos sobreviver se não formos um pouco loucos", pense nisso. Bora?

                                                                         (Tais Cruz)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Palavras, e só.

Quem nunca soube de coisas horríveis que andam dizendo por ai sobre você mesmo? Mesmo se foi algo que você não tenha feito? Palavras, tão simples que podem causar um estrago enorme.

Já parou pra pensar como é contraditório - A mesma pessoa que diz que todos nós temos o livre direito de escolha, fala mal de nós pelas costas. A mesma pessoa que diz estar do nosso lado, é a que mais deseja o mal. Coincidência?

Está ai um problema que nós, meros e sensíveis humanos, temos de tomar cuidado - pois nós acreditamos em tudo que ouvimos, acreditamos nas palavras que queremos ouvir, naquelas aconchegantes que parecem música aos ouvidos, e na verdade é a maior falsidade do mundo. 

Para de falar da sua vida por aí, pois afinal isso só atrapalha os planos. Para de tentar corrigir pessoas ignorantes, só perderá seu tempo precioso. Para de acreditar em "contos de fada", eles não existem, infelizmente. Aliás meus caros e minhas caras, espere passar por uma situação ruim pra ver quem realmente está do seu lado, só certifique-se de que não é por conveniência, por favor.

Aprenda que ações valem mais do que palavras, porque palavras, todo mundo fala! E aproveitando esse tema, deixo uma música sobre o mesmo, da musa da MPB, Ana Carolina, falando da língua venenosa das pessoas, reflita! 



(Tais Cruz)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vamos pensar um pouco? - Aborto -


Acho que todo mundo já deve alguma vez na vida ter discutido algo como o aborto.  Ser contra ou a favor?
Eu mesma já cansei dessa conversa que gera polêmica, mas não trás solução. Eu acredito que o motivo seja porque não existe uma única solução que confronte isto de modo geral.
A falação é sempre grande. Tem a religião que impede, tem o povo que fala (quem mandou abrir as pernas??), tem o estupro que acontece...  Bem, como diria meu amigo Jack Estripador, vamos por partes ok?
O povo vai sempre falar. S-E-M-P-R-E. E não é só disso não, é de tudo, a gente tá cansado de saber que as pessoas ao invés de meterem o nariz do livro vem enfiando na nossa vida. Acho que isso é algo que deveria ser descartado. Opinião cada um tem a sua, mas as situações são diversas, então é melhor que cada um guarde a sua pra si mesmo né?
A religião diz que não, afinal é uma vida. O povo que segue a religião diz que não, é uma vida.
Concordo. É uma vida que vai nascer e talvez não tenha condição de ser criada, pode ser abandonada, mal tratada, descuidada, abusada, repulsada, passar fome, passar frio, entre N outros fatores.
Você gostaria de nascer para isso?
Também não podemos negar que hoje em dia todo mundo sabe como se faz um filho. Por isso acredito que o trabalho deve ser em cima da prevenção e suas consequências caso isso (a prevenção) não aconteça.  O governo disponibiliza preservativos e pílulas, com um pouquinho de informação e boa vontade se pode evitar muito transtorno, e também acho que devia ser mandado a forca quem sabe disso e não o faz, afinal quem sofrerá será a pequena criatura que vira ao mundo sem ter nada haver com a irresponsabilidade de quem cometeu o ato.
Agora pensemos: E se for uma situação de abuso?
Imaginem a cena, uma mulher grávida através de uma situação traumatizante, de um canalha que a invadiu sem permissão. Aquele filho, aquela criança, lembrança eterna de tudo. E nesse caso ambos sofrerão, mãe e filho. O transtorno, a falta de afeto, de cuidado. Suicídio. Pânico.
E aí?
Há também o caso de mulheres que sofrem risco de vida com suas gravidezes, causadas principalmente por mulheres com pressão alta. Aí na hora do parto, a pressão dela sobe muito, passa mal, está correndo o risco de morrer, tanto ela como o bebê, o médico só conseguirá salvar um. Com quem você ficaria?
Espero ter conseguido fazer vocês pensarem um pouco e analisarem as diversas situações.

Até mais!
Lorena D. de Mendonça

Momento cultura!

Boa tarde pessoal, hoje apresentarei a vocês uma das muitas encantadoras vozes da MPB, que leva o nome de Monique Kessous, já ouviu? Não? Tá esperando o quê?


Já reparou nas pequenas coisas boas da vida hoje?

(Tais Cruz)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

E aí vamos viver?

                                               

Sabe quando a gente para pra pensar no tempo que já passou? E conclui: "Caramba, o tempo voa!", então amigos e amigas, que tal falarmos um pouquinho sobre o nosso tempo precioso?

Pare um pouquinho pra pensar como está a sua vida? Já correu atrás dos seus sonhos ou desistiu deles? Já fez aquele curso que tanto queria? Já experimentou antes de falar que não gosta?

Tem gente que reclama da vida o tempo todo, que só fala de doença, que só fala mal da vida das pessoas, que passam uma nuvem de negatividade nos nossos sonhos e nas nossas escolhas. Deixa esse povo pra lá! Isso já é um grande passo, perceba quem realmente está ao seu lado, e só comente sobre seus objetivos quando você tiver alcançado o mesmo, porque tem gente botando olho gordo sabia?

Outro passo importante é tirar um tempo pra cuidar de si próprio, isso vai desde alugar aquele filme, ler aquele livro á fazer uma limpeza de pele, dar um trato no visual. Não tem melhor coisa na vida do que se amar primeiro.

E talvez o passo mais difícil  que a gente demora pra cair a fichinha, é que as melhoras coisas na vida são as mais simples, repara no cheiro de chuva, caminhe na praia, diga 'eu te amo' pra quem você ama, dê presentes criativos, dance, pule, grite, espalhe sorrisos e positividade por onde você passar, e deixe que sua felicidade incomode o povinho de baixo astral, porque isso vai acontecer, experiência própria.

Não aja como tolo, não seja ignorante, e abre essa mente pra novas idéias porque meu caro e minha cara, estamos em 2013 já. E você já tá vivendo ou só tá olhando a sua vida passar? 

(Tais Cruz)


sábado, 11 de maio de 2013

Momento Cultura! - na madrugada...

São exatamente 4:35 da manhã, e eu não poderia deixar de compartilhar um pouco mais de música boa aqui no blog, enfim, todo mundo já ouviu falar em Zizi Possi? Sim? Então, não é dela que falaremos, vamos falar da filha dela - A Luiza Possi, que eu particularmente sou encantada pela voz e musicalidade da cantora, apreciem!

                                     
    'Tempo, tempo, tempo, tempo, 
     Peço-te prazer legitimo e movimento preciso, 
             Tempo, tempo, tempo, tempo...' ♪♫


Tais Cruz

terça-feira, 7 de maio de 2013

Admitir o Fracasso - Martha Medeiros

Vagando na Internet, encontrei este texto muito interessante da autora Martha Medeiros que trata de assunto praticamente nulo e obscuro do nosso dia a dia: O fracasso.
Que tal lermos e pensarmos um pouco a respeito, afinal, quem nunca fracassou?

Eu estava dentro do carro em frente à escola da minha filha,aguardando a aula dela terminar. A rua é bastante congestionada no final da manhã. Foi então que uma mulher chegou e começou a manobrar para estacionar o seu carro numa vaga ainda livre. Reparei que seu carro era grande para o tamanho da vaga, mas, vá saber, talvez ela fosse craque em baliza. 
Tentou entrar de ré, não conseguiu. Tentou de novo, e de novo não conseguiu. E de novo. E de novo. Por pouco não raspou a lataria do carro da frente, e deu umas batidinhas no de trás que eu vi. Não fazia calor, mas ela suava, passava a mão na testa, ou seja, estava entregando a alma para tentar acomodar sua caminhonete numa vaga que, visivelmente, não servia. Ou, se servisse, haveria de deixá-la entalada e com muita dificuldade de sair dali depois. Pensei: como é difícil admitir um fracasso e partir para outra. 
Para quem está de fora, é mais fácil perceber quando uma insistência vai dar em nada – e já não estou falando apenas em estacionar carros em vagas minúsculas, mas em situações variadas em que o “de novo, de novo, de novo” só consegue fazer com que a pessoa perca tempo. Tudo conspira contra, mas a criatura teima na perseguição do seu intento, pois não é do seu feitio fracassar. 
Ora, seria do feitio de quem? 
Todas as nossas iniciativas pressupõem um resultado favorável. Ninguém entra de antemão numa fria: acreditamos que nossas atitudes serão compreendidas, que nosso trabalho trará bom resultado, que nossos esforços serão valorizados. Só que às vezes não são. E nem é por maldade alheia, simplesmente a gente dimensionou mal o tamanho do desafio. Achamos que daríamos conta, e não demos. Tentamos, e não rolou. “De novo!”, ordenamos a nós mesmos – e, ok, até vale insistir um pouquinho. 
Só que nada. Outra vez, e nada. Até quando perseverar? No fundo, intuímos rapidinho que algo não vai dar certo, mas é incômodo reconhecer um fracasso, ainda mais hoje em dia, em que o sucesso anda sendo superfaturado por todo mundo. Só eu vou me dar mal? Nada disso. De novo! 
De-sis-ta. É a melhor coisa que se pode fazer quando não se consegue encaixar um sonho em um lugar determinado. Se nada de positivo vem desse empenho todo, reconheça: você fez uma escolha errada. 
Aprender alemão talvez não seja para sua cachola. Entrar naquela saia vai ser impossível. Seu namorado não vai deixar de ser mulherengo, está no genoma dele. Você irá partir para a oitava tentativa de fertilização? Adote. E em vez de alemão, tente aprender espanhol. Troque a saia apertada por um vestido soltinho. Invista em alguém que enxergue a vida do seu mesmo modo, que tenha afinidades com seu jeito de ser. Admitir um fracasso não é o fim do mundo. É apenas a oportunidade que você se dá de estacionar seu 
carro numa vaga mais fácil e que está logo ali em frente, disponível.


E se a carapuça servir pode vestir!
Lorena D. de Mendonça

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brinquedo, não seja um!

A criaram para ser moldada, e modificada conforme a conveniência. Conforme a conveniência deles, e o que acreditam ser o certo a se fazer, mesmo que isso faça com que outros se machuquem. Poucos, ou ninguém foi capaz de enxergar o que nunca quis ver, que o rótulo que foi feito pra ela usar, não a servira, estava rasgado, porque ela mesma havia agido de formas para que ele se rompesse. Vê tantos erros nas entrelinhas, coisas feitas por fazer, ações motivadas por pessoas de fora do contexto, regras contraditórias e sem sentido, falsidade, inveja, hipocrisia. Mas isso ainda não é o pior. 

A pior parte é ver todas essas atitudes imaturas de pessoas que há muito eram seu 'modelo', seu 'exemplo a ser seguido', pessoas ao seu redor.

Se viu sozinha, não compreendia como a vida funcionava, 'todas as pessoas não são iguais?' Então porque todo esse mal? Todas essas meias verdades? Até que ponto as pessoas são capazes de cumprir o que dizem? 

Essas perguntas a sufocam tanto, que ao ver essa moça de longe tem momentos que sinto pena, a vejo tão transparente e de bom coração quando passa na rua e se comove com um animal abandonado, um mendigo, alguém quando é banalizado ou injustamente julgado, que fica indignada pensando nisso por dias.

A vejo tentando não ser igual a todo mundo, nessa parte de julgar as pessoas pelas características, em se basear em idéias ignorantes, em desrespeitar os direitos humanos. Olho pra ela quando ela olha com desprezo á certas atitudes, sei quando ela está realmente feliz e quando finge. Sei que se sente bem com o diferente, com o raro, porque ela é assim também. 

Vejo-a tentando ver o lado positivo apesar de tanta negatividade, tentando achar sempre o que há de bom pra não perder a esperança, confiando muitas vezes em quem não se deve, e dando de si mais do que pode, se doa facilmente, bicho dócil que é, aparenta ser inatingível, mas é mais frágil do que se pensa. Já a vi apaixonada, já a vi com raiva, mas o que eu gosto é que sempre ela tenta passar por cima dos obstáculos e seguir em frente. 

Ela não é perfeita, ás vezes é muito chata, mal-humorada quando acorda, perfeccionista até demais, gosta das coisas certas ao extremo, acho que antes eu não gostava tanto dela, mas ela amadureceu, e estou amando-a tanto, e deixando-a tomar conta de mim. Hoje nos vemos com muita frequência, todos os dias, quando olho no espelho!'

'Tome cuidado para que você não viva a sua vida pelos outros, não seja um brinquedo das pessoas, seja você!'

(Tais Cruz)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Molduras Moldáveis da Ironia





Você me diz que eu te manipulei. Que você fez exatamente o que eu queria porque foi manipulado por mim. Você espalhou coisas a meu respeito que não são verdades. Você acredita piamente em ter sido um ventríloquo em minhas mãos. Pobrezinho!
Eu realmente nunca pedi sua opinião não é? Eu nunca perguntei pra você o que você achava e se você concordava. Eu nunca falei pra você escolher pelo menos uma vez o programa do sábado a noite por que eu já estava cansada de fazer tudo sozinha.
Pois é. Pobre criatura!
E o mais incrível: durante todo este tempo, você estava lá. Você não foi embora. Até pra isso eu tive que tomar a atitude por não estar aguentando mais. Até uma porta me daria uma resposta mais positiva do que seus comportamentos robóticos e sem iniciativa.
Sim, a minha personalidade é forte. Aliás está aí algo que você não tinha: personalidade própria. Sempre aceitava tudo, o que eu escolhia estava bom. Nossa como você era bonzinho! Deus, como eu pude ser tão cruel com tão santo ser?
Alguém que sempre teve postura e presença marcante, que sempre me defendeu e que me conhecia como a palma da mão!  Palma da mão tão riscada que mal se podem ver as linhas da vida...
E claro, não posso esquecer-me de mencionar que você sempre esteve lá quando eu precisei e que nunca necessitei carregar você e suas folgas nas costas como se fosse um caramujo que carrega sua casa, e que isso nunca me fez adoecer, afinal você sempre foi tão responsável e preocupado, meu completo oposto obviamente.
É, mas o tempo passou. Mostrou quem era quem. E você, claro, um pobre coitado testado e usurpado como um rato na caixa de Skinner...
É, um rato...
Acho que combina com você.

E se a carapuça servir, pode vestir!
Lorena D. de Mendonça

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Momento Cultura!

Depois desse feriado doido no meio da semana, que deixou a Quarta com cara de Domingo e atrapalhou o nosso cronograma semanal, nada melhor do que aproveitar o 'momento cultura' pra viajar um pouquinho no tempo! Alguém já ouviu falar de Scorpions? Pois é, aquela banda antiga que meu pai ouvia na época dele, mas é que vale a pena conferir, porque os caras são realmente bons! 


' Dust in the wind...' 


Tais Cruz

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Maior abandonado (Pobrezinho!)


Eu sei que é o nosso segundo encontro,mas veja bem,eu te amo,é eu amo você,amo tudo em 

você e poderia (reciclar poemas e versos que eu fiz para outras N mulheres) declamar 

poemas sobre você pela eternidade,exaltando sua perfeição!


Mas eu me amo demais para fazer isso,sabe,eu descobri que no final eu tenho que me dar 

mais valor,na última pesquisa eu não estava valendo nem R$0,25,mas isso é proposital,eu 

sou assim mesmo,maior abandonado,eterno cafajeste romântico,amor cara de pau 

mesmo,desses de botequim,fim de noite,eu sou o fim de carreira....


Mas eu nego as verdades da vida,quer dizer,as verdades das vida alheia,não me importa se 

você está feliz,pois para mim você sempre estará triste e perdida,sabe por quê? Por quê você me 

ama e não consegue esquecer,me perdeu e isso meu bem significa perder tudo,perder o 

jogo,o amor eterno e o doce que a minha mamãe coloca com todo amor e carinho na minha 

lancheirinha quando eu saio para trabalhar.


Juro de pés juntos a mim mesmo que você me segue,que você é louca, sempre me 

perseguindo,me espreitando,eu sou predador,mas sou presa fácil,me desmancho (nas 

muquetas de outro macho) em seus abraços e você mulher adultera me persegue e vive 

perseguindo a minha felicidade,oh que maldade,que tristeza a minha que consegue ser pior 

que a do Jéca...


Sou confuso sim,sou assim meio "aborrecente" desse quase entorpecentes que de tão ruins 

deveriam ser proibidos de ser vendidos,sabe, bem ilegal,quase boçal,ai meus sais,pena que 

eu sou um menininho que ousar amar uma mulher (ou várias sobre o mesmo pretexto),por quê 

seu fosse mocinha eu tava feita,poderia ter minhas crises e seria complicada e perfeitinha,ai 

minhas ninfas da chuva,eu deveria ter sido donzela...

E se a carapuça servir, pode vestir!




Texto enviado por Tiago Fabrício.
Lorena D. de Mendonça

domingo, 28 de abril de 2013

Momento Cultura!

E que tal embalar esta tarde de domingo com um belo som? Eu particularmente adoro essa música pois é completa, em todos os sentidos, fala de amor e de pessoas que ainda acreditam que ele possa existir, com vocês Nando Reis, e participação especial de Ana Cañas! 



'Guardei, sem ter porquê
 Nem por razão, ou coisa outra qualquer!' 


Tais Cruz

Pare e pense!


Independente de crenças e qualquer outra coisa que venha a nos tornar 'diferentes', todos somos iguais e dignos de respeito, dignos do nosso lugar na sociedade, e do direito de escolha - seja ela, certa ou errada. Portanto vamos brincar de vida? Cada um cuida da sua?

Tais Cruz

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Momento Cultural!

Johnny Cash - Hurt

Para quem não conhece, vale a pena dar uma olhadinha e prestar atenção nesta fantástica letra! 



Lorena D. de Mendonça

terça-feira, 23 de abril de 2013

Telefone Sem Fio


Como a maioria já sabe, o telefone sem fio é uma brincadeira a qual se faz uma roda e uma das pessoas é escolhida para falar uma frase no ouvido da que está ao seu lado e assim vai acontecendo sucessivamente até chegar à última pessoa da roda que deverá dizer em voz alta o que foi dito pela primeira, que claro, 99,9% das vezes não é aquilo que a pessoa disse.
Em nossas vidas também acontece muito isso, só que diferente da brincadeira, não terminando em risos no final. Todo mundo já conhece o ditado “quem conta um conto, aumenta um ponto” certo?
Então meus caros, para mim, essa história de telefone sem fio não passa de uma única coisa a meu ver: FOFOCA!
Exatamente. Fofoca nua, crua e descabida de quem ouviu algo e repassou e aí pode gerar uma imensa confusão DESNECESSÁRIA.
Como todo mundo sabe as histórias tem sempre dois lados e todo daquele que ouve e já acredita em uma única versão. Com certeza isso é muito mais comum do que se imagina, e aí a gente não sabe quem é mais infeliz: se é o tolo que contou ou o que acreditou.
Fala sério, pra que ficar igual criança falando “O fulaaaaaaaaaaaano, o beltrano falou X de vocêêêê”. Tá, e daí? Tá certo que a pessoa tem o direito de ter a opinião dela e não precisa sair soprando aos sete ventos, mas pior você que quer dar uma de amigo e acaba fazendo o ridículo papel de FOFOQUEIRO.


Se você é amigo de verdade, pra que contar isso pra ele? O que mudará isso na vida dele? Faz bem para ele saber?
Francamente né gente?! Aí fica aquele leva e trás descabido, e às vezes nem foi isso que o coitado do fulano disse, e se disse ele deve ter os motivos dele! Você sabe quais são?
Aliás, independente disso, essa história de telefone sem fio só serve pra causar discórdia.
Se for pra repassar, que sejam coisas boas, agora fica nessa fofoquinha, nessa vida estilo malhação que pelo amor do meu paizinho NINGUÉM MERECE!
E se a carapuça servir pode vestir!
Agora vê se para de falar da vida dos outros e vai ler um livro!
Fui



Lorena D. de Mendonça