quarta-feira, 26 de junho de 2013

Momento Cultura!

Daí você acorda cedo na quarta-feira chuvosa e fria e lembra que tem o trabalho á sua espera... vamos animar então, vou acompanhar mais ou menos minha playlist de hoje, e colocar um UP nesse dia preguiçoso com Paramore! 



(Tais Cruz)

sábado, 22 de junho de 2013

E agora Esquerda?

Nas últimas semanas uma série de manifestações tomaram as cidades do país, reivindicando a diminuição das passagens de trem, ônibus e metrô, impulsionadas pelo MPL (Movimento Passe Livre), um coletivo autônomo e apartidário que a quase 10 anos luta pelas questões relacionados ao transporte público coletivo e tem como foco de reivindicação o passe livre, ou seja, a gratuidade no uso destes meios de transporte para todos.

Muitos setores da esquerda aderiram a luta do MPL e foram as ruas protestar e posicionar contra o aumento das passagens em várias cidades do país, protestos estes marcados pela ação direta e desobediência civil, que a mídia tradiconal convenientemente chamou de baderna e vandalismo, com a clara intenção de desmobilizar e desmoralizar o movimento, fazendo com que o cidadão médio se indignasse contra as manifestações.

Mas o tiro saiu pela culatra quando o Governador do Estado de São Paulo equivocadamente ordenou ao aparelho de repressão do Estado, a Polícia Militar, que endurecesse contra os manifestantes no ato da quinta-feira dia 13 de junho. A violência da ação policial contra a classe média que estava nas ruas gerou um clima de indignação na população e fez com que ao invés do movimento diminuir, ele aumentasse espantosamente e na segunda-feira dia 16 de junho cerca de 100 mil pessoas saíram as ruas não motivadas pela pauta em questão, mas sim indignadas por causa da ação da PM, e a partir daí introduzindo outras pautas que não faziam parte do movimento.

Ao ver toda aquela gente na rua, obviamente que todos aqueles envolvidos nas manifestações desde o começo, se empolgaram, vendo a oportunidade de uma adesão real as pautas políticas propostas pela esquerda que havia articulado tudo aquilo, esquerda esta que inclui MOVIMENTOS SOCIAIS, PARTIDOS POLÍTICOS, COLETIVOS, PESSOAS AUTÔNOMAS e claro, o próprio MPL que era o disparador e articulador de tudo.

Mas a empolgação logo se transformou em frustração, quando ao invés de termos pessoas engajadas na pauta em questão, o transporte público, o slogan: “Não é só pelos 20 centavos, é por direitos” e a ação policial da última semana, fez com que pessoas dos mais variados tipos, orientação e desorientação política se juntassem a manifestação querendo ser ouvidas, mas agindo de forma contraria ao que estava acontecendo no movimento desde o começo. Estes novos “manifestantes” protestavam criminalizando a ação dos assim chamados vândalos, mostrando que o discurso midiático havia funcionado, posando em fotos ao lado da PM, dizendo que a luta era de todos, conclamando a não violência e a paz nas ruas. Vestindo branco ou enrolados na bandeira do Brasil, os novos caras pintadas entoavam o hino nacional e canções que somente torcedores da seleção brasileira cantariam (quem gosta de futebol de verdade sabe do que eu estou falando).

A princípio isto causou náusea naqueles que estavam construindo o movimento desde as primeiras semanas e esta náusea criou uma avaliação equivocada e um discurso anti-coxinha nas manifestações, juntamente com um sentimento de que “os verdadeiros” estavam perdendo espaço para aquilo que eles sempre lutaram contra, dentro do movimento que eles mesmo criaram. Várias mensagens foram postadas nas redes sociais, radicalizando contra os coxinhas e a chamada “direita” que estava dominando as manifestações, tentando fazer com que eles se adequassem ao modelo e pauta proposta, ao invés de desvirtuar o movimento com um ufanismo nacionalista e um discurso político moralista.

O erro ao meu ver foram dois, e admito ter caído neste erro analítico também.
O primeiro foi esquecer que o cidadão médio, aquele que não é envolvido com política, não tem cultura política e só se preocupa com o tema em época de eleição, tende sempre para as ideias mais a DIREITA, justamente por estas apresentarem soluções mais imediatas e fáceis, carregadas de uma carga moral, que não questiona em nenhum momento o establishment, ou seja, não tira a ordem burguesa da sua ordem. Não questiona o Estado por ser Estado, mas sim os políticos enquanto indivíduos, e não coloca em cheque o modelo democrático vigente, mesmo não se sentindo representado dentro dele. Os professores de história podem afirma isto melhor do que eu, quando pensamos na instauração das ditaduras no século passado, dos Fascismos, Nazismo, Comunismo Soviético até chegarmos as ditaduras capitalistas na América Latina, em todos os casos o povo as legitimou em um primeiro momento. Desde então, uma sucessão de manifestações ocorreu e cada vez mais os grupos se polarizaram neste sentido, a medida em que as pessoas aderiam mais, a mídia começou a apoiar os atos (mas sem vandalismo), e a polarização entre um lado radical de esquerda e a turma da micareta foi ficando mais evidente.

O segundo erro foi realmente achar que aquelas pessoas em clima de “O gigante acordou” eram realmente de direita quando na maioria dos casos, eles nem sabiam exatamente o que estavam fazendo, era só mais uma comemoração da Copa envolvida em um discurso pseudo-político de quem nunca fez política na vida. Eram pessoas normais que nem sabem a diferença entre direita e esquerda, entre democracia e totalitarismo ou qualquer coisa do tipo. Eram pessoas que precisam ser educadas e não rechaçadas! Mas não entendemos desta forma e acirramos o discurso contra eles, os coxinhas de direita.

Isto deu margem para que a direita real, organizada e muito, mas muito bem disfarçada se infiltrasse no movimento, capturando-o ideologicamente e sutilmente colocando suas pautas que aparentemente são democráticas, mas cujos efeitos são imprevisíveis. #ForaDilma #Contraacorrupção #Sempartido e por aí vai. O cidadão médio não se pergunta: “E depois?” Mas nós devemos nos perguntar e ajudá-los a entender.

Fora Dilma! Mas quem colocaremos no lugar em uma democracia, já que não vamos derrubar o Estado? Legalmente assume o Michel Temer, o que vocês acham? A direita organizada já começa a falar de junta militar...medo!

Contra a corrupção! Muito bem, que tipo de pauta política é essa? Em sã consciência quem é a favor da corrupção? E o efeito disso é: como acabar com a corrupção? A direita organizada já começa a falar em junta militar no governo para higienizar a política....medo!

Perseguição aos partidos políticos e movimentos sociais engajados na luta. Pois é, confundiram apartidarismo com repulsa aos partidos, mas para o bem e para o mal vivemos em uma democracia e democracia precisa de partidos políticos. E tanto os partidos, quanto os movimentos sociais, estão nesta luta desde o começo e por mais que eu discorde ideologicamente de muitos deles, dentro de uma democracia, a existência deles é fundamental. Unipartidarismo é ditadura, ou seja, mais uma vez a semente do pensamento de direita é plantada sem que percebamos.

Hoje, dia 20 de junho de 2013, li relatos na Internet de que haviam até neonazistas na avenida paulista incitando o povo contra anarquistas, partidos e movimentos de esquerda que lá estavam, e a massa com o seu comportamento de massa, obviamente aderindo à ideia de que os partidos são o verdadeiro câncer social que devemos eliminar.

E como a esquerda está agindo neste contexto?

A esquerda, seja ela partidária ou apartidária me parece perdida frente ao desafio de atuar ao lado das pessoas comuns que são facilmente influenciadas dada a falta de criticidade e de apuro político. Eu mesmo tive que conter alguns garotos anarquistas na avenida paulista que estavam tentando queimar a bandeira do Brasil de um casal que passeava tomando cerveja e explicar para estes garotos que o momento agora, me parece muito mais pedagógico do que bélico. Não devemos tentar lutar contra as pessoas, pois elas realmente não sabem do perigo que correm sendo manipuladas pos conservadores, nazistas e fascistas, devemos chamá-las para conversa e explicar os nossos pontos, objetivos e luta. Não devemos entender a bandeira do Brasil como um símbolo do nacionalismo ufanista, mas sim tentar explicar que neste momento precisamos abaixar as bandeiras nacionais, pois estas manifestações nada tem a ver com o “orgulho de ser brasileiro”, é sim uma crítica a forma como todos nós somos tratados neste país.
A esquerda precisa se organizar e se unir, ao invés de se separar por motivos ideológicos. Criar uma estratégia pedagógica para não deixar a direita dominar as manifestações e desviar as pautas de reivindicação. É um momento decisivo, antes deste movimento se esvair e todo o pensamento de direita que pouco a pouco vem crescendo sem que as pessoas percebam, acabe se tornado hegemônico e realmente perigoso para o país. É hora de estar lá, não de abandonar o barco e deixá-lo naufragar com um grito de ANAUÊ!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Momento Cultura!

Acho que todo mundo já ouviu falar de Sandy né? Mas ela não é mais aquela menininha infantil que a gente imagina, ela já tem 30 anos, é isso mesmo 30, e é uma ótima compositora dona de uma voz linda, sou suspeita porque fui em um show no ano passado e é maravilhoso. Pra começar bem a segunda vamos com a interpretação da música 'Hoje eu quero sair só' de Lenine. Vale a pena conferir o trabalho da moça! 



(Tais Cruz)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Momento cultura!

Tá chegando o dia dos namorados, que lindo, parabéns pra quem namora, e pra quem tá sozinho e feliz também - o importante é celebrar a vida, que tudo vem na hora certa, quando a gente menos espera. Hoje trago á vocês, uma praieira, que toca e canta incrivelmente bem, Colbie Caillat para os apaixonados de plantão - por amor, por um animal de estimação, pelo presente novo, pelo livro, pelo café - emfim, por todas as coisas boas da vida! 



Boa semana! 

(Tais Cruz)

Vida louca?



Achei bem interessante e queria compartilhar com vocês, louco né?

(Tais Cruz)

domingo, 9 de junho de 2013

As faces da amizade... amizade?!

No mundo de hoje anda tudo tão liberal, tudo pode, tudo é normal, que acaba faltando sensibilidade nas pessoas. Sempre tem uma ou outra situação a qual você não está legal, precisa (por mais que não queira) ficar sozinho com você, seu ego e sua situação, pra ver se coloca a “casa em pé” de novo, se refaz alguns valores perdidos e aí sempre tem aquele “bom amigo” que está lá pra tudo... até pra fazer você lembrar o tempo inteiro daquilo que você quer esquecer!
E ele fala, e pergunta e faz marcações indevidas no facebook em coisas, fotos e lugares que ao invés de fazer você se sentir revigorado, só te enterram, te afundam e te matam. Aí você tenta falar pro fulano, com seu jeito educado (afinal você ainda o tem, outra coisa rara), e ele não entende ou então devia prestar concurso pra ator da novela da globo, porquê se faz de tão tapado que o que você disse entrou por um lado (se é que entrou mesmo) e saiu pelo outro já faz tempo.
Aí você dá aquelas famosas indiretas via facebook e o infeliz ainda curte! Porra, fala sério, além de insensíveis estamos ficando burros?!
Devemos estar mesmo, porque a geração copia e cola anda mandando ver nas coisas por aí, sejam frases, fotografias, imagens e tudo acaba virando uma competição ridícula pra aquele serzinho insignificante que tenta de qualquer forma brilhar mais que o sol, mas ele esquece que não dá pé!
Atualmente eu ando fazendo questão de colocar meu nome nos meus textos e nas minhas fotografias, em tudo que é meu, porque é meu mesmo, saiu de mim, eu que escrevi, quero pelo menos um pouco de respeito dessa geração emburrecida para com o que faço, porque com toda modéstia que possuo, eu faço muito bem!
E se você leu até aqui e está se sentindo mal, achando que é pessoal e que o texto é pra você, é melhor parar pra pensar.
Amigo camaleão é outra coisa que desprezo. Ele está com você e é de um jeito, está com o beltrano e é de outro, com o fulano é de outro... ai a hora que junta os três, meu bem sai de baixo porquê nem Deus sabe o que vai virar tão desnorteada criatura! O mesmo acontece com aqueles que amam todos. Já cansei de dizer e ainda repito: quem ama todo mundo na verdade não ama ninguém!
Quem ama todo mundo está pedindo desesperadamente para ser amado, está perdido, confuso e doente.
Pra ficar pior que isso só existindo um caso o qual a pessoa é tudo isso e mais um pouco (o que eu não duvido nada que exista).
Pelo amor de Deus, sejamos autênticos! Tem gente que coloca tanta banca, mas na hora de fazer sai tanta merda que dá até vergonha, aquela vergonha alheia mesmo sabe?!
Eu posso falar, mas eu assumo minhas falas, eu não copio versos e não compito com ninguém. A minha casa pode estar bagunçada, mas é questão de tempo pra eu colocar ela em pé de novo e eu ando descobrindo que eu não só posso como devo fazer isso sozinha. Não quero opinião de onde vai o sofá ou o vaso de flores, a casa é minha e eu mando nela, eu decido sobre ela. E como já disse estar só é muito, muito diferente de solidão.
Solidão é algo que eu sei que não faz e nunca fará parte da minha vida, mas estar só, isso nunca. Eu tenho meus anjos da guarda, meus cuidadores e não preciso que sejam muitos. Preciso que sejam bons; e eu sei que são.
E se a carapuça servir, pode vestir! Mas veste com gosto mesmo pra ver se surte algum efeito!

Lorena Deloroso de Mendonça

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pertencer - Clarice Lispector

Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. 
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!
Clarice Lispector

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Momento Cultura!

Bom dia galera, que tal começar a semana com uma vibe um pouco diferente? Eu particularmente gosto de algumas pessoas que trazem a tona uma moda mais antiga, uma coisa mais retrô, e hoje apresento-lhes uma moça que tá fazendo um sucesso danado, Lana Del Rey, não lembro se já postei algo dela, mas emfim, a admiro pelo fato dela não ter que se mostrar requebrando até o chão como a gente vê por aqui coisas como "quadrado de 8" que eu ainda não entendi aonde está a "maravilha" toda. É isso aí, boa segunda pra todos nós, fiquem com "Blue Jeans"! 



(Tais Cruz)