E então você tá na sua comprando pão na padaria,
esperando o ônibus chegar, indo buscar seu filho na escola ou sua esposa no
trabalho quando de repente um estouro, um grito e uma queda. Você olha, seu
parceiro, seu filho, seu amigo, ou seja lá quem for foi baleado, não dá tempo
de salvar, você entra em desespero e aquele a quem você tanto ama morre, e
quando você descobre quem matou é um menor de 16 anos.
O que você faria?
Prisão perpétua? Cadeira elétrica? Perdão? Redução da maioridade penal?
Esse é um assunto que gera também muita polêmica.
Uns dizem que “aqui se faz, aqui se paga”, você não vai ter a pessoa que sem
ter nada haver, morreu em seus braços.
Outros dizem que reduzir a maioridade penal não
resolve, pois você precisa trabalhar em cima da causa para diminuir o índice de
acontecimentos.
E aí?
Você perdoa aquele que tirou tudo o que você tinha?
É gente, pimenta nos olhos dos outros é refresco
né?!
Já tem aquele ditado que diz “uma pessoa só irá
entender o que você está passando quando passar pela mesma situação”.
Quem aqui não se lembra do caso da garota Eloá,
morta pelo namorado? Em seguida, se enchem de questões incluindo psicólogos que
argumentarão que ele tinha “problemas mentais” e era do tipo “obsessivo
compulsivo”, que não sabia o que estava fazendo.
Não sabia? Ou sabia e pouco importava?
Será mesmo que jovens de 16 anos não sabem o que fazem? Quando você tinha 16, você não sabia? E não falo só de menores com baixa infra-estrutura não, criados na favela ou no morro, pois são os primeiros a virem em nossa cabeça e aparecer na televisão.
Merece o perdão? Devemos acreditar no
arrependimento dito depois que a tragédia já foi concebida?
Ou Será que devíamos mudar as regras para como o
oriente, o qual a família ainda paga a bala para ver o “culpado” sendo morto?
Exterminação em massa?
Acho que no fim das contas só nos resta rezar, pra
que Deus nos proteja, livre e salve dessas situações. Amém.
Lorena D. de Mendonça
Lorena D. de Mendonça
Nenhum comentário:
Postar um comentário